Cinco Anos de Crachás

Hoje parei para organizar algumas coisas e percebi que já se passaram 5 anos desde que comecei minha carreira acadêmica, que por sinal já começou bem tarde pelo que venho observando por aí. Quando eu entrei no mestrado, apesar de já ser professor na época, eu não tinha o menor conhecimento do que era a vida acadêmica levando em consideração a parte de ciência e pesquisa. Consequência: apanhei muito nessa vida.

Meu primeiro trabalho aceito foi em 2012 no finalzinho do mestrado e o evento foi realizado na Breslávia (Wroclaw) na Polônia. Então fui eu apresentar o trabalho: recebi meu crachá com meu nome, fui para minha sessão para apresentação (que foi em inglês), fiquei esperando até a sessão começar, era o quarto a apresentar e deu aquela dor de barriga (literalmente e devo ter ido algumas vezes no banheiro antes da minha apresentação). Enquanto esperava, o desespero e o nervosismo foi tão grande que jurava pra mim mesmo que nunca mais iria fazer nenhuma apresentação nem nada do tipo. Após a apresentação, já mais calmo, eu percebi que a troca de experiências era bacana e que as pessoas estavam ali pra se ajudar (em sua grande maioria). Então, guardei meu crachá como recordação, fui assistir a final da Eurocopa e voltei pro Brasil para concluir meu mestrado.

O crachá do ICEIS que foi realizado na Polônia e o do PAAMS em Portugal.

De lá para cá, guardei todos os crachás de todos os eventos que participei pelo Brasil e pelo mundo. Fiz e faço isso para lembrar do dia que quis desistir e que antecipar situações ou deixar de fazer alguma coisa por medo não reflete a realidade. Se tivesse mantido minha promessa de nunca mais apresentar nada, teria deixado de ter vivido muitos momentos e de ter ajudado muitas pessoas a encontrar um novo caminho.

Hoje em dia, busco passar um pouco da experiência que adquiri durante essa jornada para meus alunos para que eles: 1) possam saber que a área acadêmica é interessante, desafiadora e uma oportunidade incrível para quem gosta de por em prática ideias novas sobre condições de pressão nada normais e; 2) possam saber exatamente como funciona a área acadêmica e tomem a decisão de fazer um mestrado e um doutorado com uma certa experiência. Assim, talvez, eles não sofra tanto quanto eu sofri no início. Aliás, essa é a base da filosofia do Projeto Turing.

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